Em meio aos desafios e adversidades das periferias, surge uma questão crucial para a juventude: fuzil ou violino? A música clássica emerge como um poderoso catalisador para direcionar o curso de jovens em situações precárias, oferecendo-lhes uma alternativa à criminalidade e pavimentando o caminho para a construção de cidadãos de bem.
Num ambiente marcado por desigualdades sociais e falta de oportunidades, a música clássica atua como uma ponte para um mundo de possibilidades antes inexploradas. Ao invés de sucumbir à tentação do crime, jovens têm a chance de encontrar na prática de um instrumento musical uma válvula de escape, um meio de expressão e uma oportunidade de autodescoberta.
O violino, por exemplo, torna-se mais do que um simples instrumento; é uma ferramenta de transformação. Ele oferece disciplina, paciência e perseverança, qualidades fundamentais para enfrentar os desafios cotidianos. O comprometimento com a prática musical cria uma mentalidade focada no aprimoramento contínuo, afastando os jovens de escolhas prejudiciais e encorajando-os a investir em um futuro promissor.
Além disso, a música clássica proporciona uma educação emocional valiosa. Ao mergulhar nas obras de grandes compositores como Bach, Beethoven e Brahms ( esse BBB vale a pena) os jovens desenvolvem sensibilidade, empatia e um entendimento mais profundo das complexidades humanas. Essa riqueza emocional não apenas enriquece suas vidas pessoais, mas também os capacita a lidar com situações adversas de maneira mais construtiva.
A orquestra, por sua vez, representa um microcosmo da sociedade, onde cada membro desempenha um papel crucial para alcançar harmonia. Esse modelo colaborativo ensina aos jovens não apenas a importância da cooperação, mas também a valorização do esforço individual em prol do bem comum. Essa lição transcende as salas de concerto, influenciando positivamente suas interações na comunidade e moldando cidadãos responsáveis.
A música clássica não é apenas um luxo reservado para determinadas classes sociais; é um veículo para a inclusão e a superação de barreiras. Iniciativas que levam a música clássica às periferias oferecem a oportunidade de ampliar horizontes e desafiar estereótipos. Esses projetos não só proporcionam acesso à educação musical, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural positiva.
É no ritmo dessa sinfonia de transformação social que o Projeto Tocando em Frente vem salvando vidas de centenas de crianças e jovens em Cubatão, o Professor Anderson Oliveira junto com toda equipe de exímios professores vem transformando o bairro Rubens Lara através do poder da música.
E o que dizer dos trabalhos sócio musicais realizados pelas instituições religiosas, são inúmeros casos de crianças que começam tocando seus instrumentos nas congregações e transcendem para os palcos mais importantes do mundo da música clássica, sem contar naqueles super talentos que a vida nos presenteia, eu mesmo convivo com um garoto de 11 anos que aprendeu violino em 3 meses na Congregação Cristã no Brasil , hoje eu tenho o privilégio de orientá-lo para aprimorar ainda mais sua técnica musical e ele já vem chamando atenção de grandes maestros internacionais.
Em última análise, a escolha entre fuzil e violino vai além da música; é uma escolha entre a construção e a destruição, entre a esperança e o desespero. A música clássica, ao se estabelecer como uma alternativa viável, não apenas resgata jovens da trajetória perigosa da criminalidade, mas os orienta na trilha para se tornarem cidadãos ativos, contribuindo para uma sociedade mais justa e equitativa.”
Rômulo Moreira, Maestro
Instagram: @romulo.maestro
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